8 de jul. de 2012

07/07 - O 'Manuscrito' de Sandy em Rio Preto

O Brasil inteiro viu a neta do violeiro Zé do Rancho crescer, desde os tempos de Maria Chiquinha, ao lado de seu irmão, Júnior, até os dias de hoje, já adulta, e com um estilo musical próprio, mais romântico e com algumas pegadas de jazz. 
Ela também fez muita gente pular com um som teen pop, mostrou seu lado atriz, apresentadora, lutadora, surpreendeu os fãs ao mostrar sua faceta nem tão santa e hoje, na terra onde brincava na rua quando criança, Sandy apresenta seu trabalho solo, o álbum Manuscrito.
O show será nesta sexta-feira (6), a partir das 21h, no Buffet Manoel Carlos. A apresentação segue uma linha intimista, mas com cenário arrojado, com projeções e decoração que privilegia os elementos retrôs. 
O álbum Manuscrito, lançado em 2010, é o primeiro dela depois de decolar em voo solo. No trabalho, que ganhou uma versão ao vivo em DVD e blu-ray, ela deixa de lado os tons agudos e traz canções mais serenas. As músicas, todas autorais e produzidas com a ajuda do marido, Lucas, e do irmão, Júnior, deixam claro que a fase teen ficou no passado.
Em entrevista ao BOM DIA, ela falou sobre seu Manuscrito – o nome vem da forma que ela costuma compor suas músicas – e de seus outros trabalhos. Aliás, Sandy, está mais do que nunca em uma fase multimídia. 

Só para citar alguns exemplos, nos últimos meses, ela dedicou parte de seu tempo para projetos na TV, como o programa Superbonita, a participação em As Brasileiras e no The Ultimate Fighter Brasil. Isso sem contar o “Projeto Covers”, em que interpreta o repertório do ícone pop Michael Jackson e de seu novo filme, “Quando eu era vivo”, do premiado diretor Marco Dutra. No longa, com previsão de estreia para 2013, Sandy será uma das protagonistas e vai atuar ao lado de Antonio Fagundes e Fábio Assunção.


O seu disco Manuscrito tem uma identidade musical bem diferente da época de Sandy e Júnior. Você encontrou um estilo definitivo nesta nova fase musical? Sandy Como comecei minha carreira muito cedo, ainda criança, acabei imprimindo estilos musicais de acordo com as fases da vida, da infância, passando pela adolescência até chegar à fase adulta. Isso tudo foi um processo bem natural, até chegar neste estilo musical atual, em carreira solo. Este primeiro disco é autoral, mais intimista e bem introspectivo. Estou feliz com o resultado e ele é bem fiel ao tipo de som que gosto de ouvir, cantar, compor. Acredito neste caminho para os próximos projetos. 
Você acha que o público de Sandy e Júnior continua com você, ou acredita que o público de Sandy solo é novo?Acredito que, hoje em dia, eu tenha um público "misto". Existem os fiéis fãs da época da dupla, pelos quais eu tenho um carinho muito grande e que acabaram se identificando também com meu novo som, e existem pessoas que não acompanhavam minha carreira e agora curtem esta fase solo. 
Você gosta muito de jazz, tem pai e tio sertanejos, seu irmão teve banda de rock e agora está com projeto de música eletrônica. Como você convive com todo esse mix de estilos? E o que você gosta de ouvir em casa?Venho de uma família “musical” e sempre tive gosto bem eclético. Ultimamente tenho ouvido muito KT Tunstall, John Mayer, Damien Rice, Sarah McLachlan, a Nerina Pallot, que participou da faixa “Dias Iguais” do meu álbum... E muitos outros.

Além de cantora, você já fez trabalhos como atriz e apresentadora. Em agosto, você volta a atuar no cinema. Esse lado atriz está te conquistando cada vez mais?Verdade! Este ano, particularmente, fiquei um tempo dedicada a alguns projetos na TV, como o Superbonita, o quadro no Fantástico e a minissérie As Brasileiras. Esta volta ao cinema veio de um convite que chegou até mim e não tive como recusar! Eu adoro atuar, estou muito feliz e ansiosa com este novo desafio. Mas, minha prioridade continua sendo a música. 

Seu avô, o músico Zé do Rancho, mora há muitos anos em Rio Preto. Hoje em dia você ainda tem alguma relação com a cidade? Costuma vir sem ser a trabalho?Sim, meu avô mora em Rio Preto e tenho um carinho muito especial pela cidade, que me remete à infância. Tenho laços afetivos com a região e, infelizmente, tenho ido pouco a Rio Preto. Não vejo a hora de chegar para o show e, se possível, aproveitar um pouquinho da cidade. 

Você mostrou no quadro do Fantástico que é fã de MMA. Você pratica luta com regularidade? Arrisca um palpite na próxima luta de Anderson Silva? É, eu sou fã de MMA e foi muito bacana gravar o quadro do TUF Brasil. Eu pratico boxe há cinco anos e gosto bastante. Sobre a luta? Anderson Silva na certa! Vou torcer muito... 

E o show em Rio Preto, como vai ser? Com certeza, um show com muita energia positiva, alegria e muita música. Tem canções do CD Manuscrito, algumas "surpresinhas", alguns sucessos da época da dupla, algumas releituras de grandes sucessos da MPB e de artistas que admiro como Marisa Monte, Lenine, Lulu Santos e muito mais. Espero todos vocês! Até sexta!

Fonte: Diario de SP