Hoje estava em um restaurante em Campinas, quando um celular toca:
I hope you know, I hope you know....
Olhei ao redor pra ver quem era a Patty que estava, provavelmente, com um celular cor de rosa, com vários penduricalhos da hello kitty, cheio de glitter.
Eis que me deparo com um cara grandão, careca, que atendeu o celular no primeiro toque, torcendo pra que ninguém tenha escutado a música da Fergie...
É, amigo, o toque do celular denuncia, viu?
quarta-feira, 9 de janeiro de 2008
Quem não sabe conviver com o fracasso não está pronto para o sucesso
Essa frase maravilhosa foi criada pelo meu marido ontem, quando assistimos um filme velhíssimo chamado Gattaca.
Pra quem não conhece esse filme, aqui está a ficha técnica dele: http://pt.wikipedia.org/wiki/Gattaca
É muito interessante, passado no futuro, onde os seres humanos não são mais gerados ao acaso, mas sim geneticamente modificados, para terem menores chances de desenvolverem doenças como miopia, problemas cardíacos, obesidade, e até mesmo prever comportamentos, chances de sucesso na vida, dentre outras coisas. Isso gerou um novo tipo de preconceito: as pessoas não eram mais discriminadas por sua raça, sexo ou religião, mas sim se são geneticamente superiores aos não-válidos.
A história toda se passa sobre um rapaz que nasceu ao acaso, por tanto é um não válido, que tem um irmão que nasceu geneticamente modificado. Se sentindo excluído por sua própria família, ele decidiu provar que era tão ou mais capaz quanto qualquer um, e realizar um sonho que apenas os válidos tinham o privilégio de ter: ir ao espaço. Sendo assim, ele assumiu a identidade de um válido, que por uma ocorrência do destino ficou paralítico, e que passou a fornecer todo o material biológico para que essa fraude jamais fosse descoberta, e realizar seu sonho interrompido através do sucesso de um não-válido.
Independente de toda a trama gerada em torno de um assassinato, o que chama a atenção é que esse personagem, o válido, que deixa a sua identidade ser assumida por um não válido, tentou se matar e foi por causa dessa tentativa que ele ficou paralítico. O motivo de tudo foi porque ele foi geneticamente selecionado para que fosse um campeão, mas em algum momento, no meio de tantas vitórias, ele acabou conquistando o segundo lugar, e não o primeiro, como sempre estava habituado.
Então precisamos parar pra pensar: indivíduos geneticamente modificados já são uma realidade, embora não tão específica quanto esse filme de ficção, mas já é possível e sabe-se lá Deus o que mais virá no futuro, como que fica uma sociedade onde TODOS, mas TODOS MESMO, são criados apenas para serem o número 1? Sim, porque não existe o número 1 se não existir o número 2. Não existe o melhor sem existir o pior. Como o próprio filme citou, com a genética você pode escolher e prever uma série de coisas, menos o destino. Sendo assim, como ficará quem um dia, por uma fator incontrolável, como o destino, perder, ou errar? Irão se realizar em uma fraude para depois se matar?
É por isso que concordo totalmente com a frase que meu marido disse: Quem não sabe conviver com o fracasso não está pronto para o sucesso.
Pra quem não conhece esse filme, aqui está a ficha técnica dele: http://pt.wikipedia.org/wiki/Gattaca
É muito interessante, passado no futuro, onde os seres humanos não são mais gerados ao acaso, mas sim geneticamente modificados, para terem menores chances de desenvolverem doenças como miopia, problemas cardíacos, obesidade, e até mesmo prever comportamentos, chances de sucesso na vida, dentre outras coisas. Isso gerou um novo tipo de preconceito: as pessoas não eram mais discriminadas por sua raça, sexo ou religião, mas sim se são geneticamente superiores aos não-válidos.
A história toda se passa sobre um rapaz que nasceu ao acaso, por tanto é um não válido, que tem um irmão que nasceu geneticamente modificado. Se sentindo excluído por sua própria família, ele decidiu provar que era tão ou mais capaz quanto qualquer um, e realizar um sonho que apenas os válidos tinham o privilégio de ter: ir ao espaço. Sendo assim, ele assumiu a identidade de um válido, que por uma ocorrência do destino ficou paralítico, e que passou a fornecer todo o material biológico para que essa fraude jamais fosse descoberta, e realizar seu sonho interrompido através do sucesso de um não-válido.
Independente de toda a trama gerada em torno de um assassinato, o que chama a atenção é que esse personagem, o válido, que deixa a sua identidade ser assumida por um não válido, tentou se matar e foi por causa dessa tentativa que ele ficou paralítico. O motivo de tudo foi porque ele foi geneticamente selecionado para que fosse um campeão, mas em algum momento, no meio de tantas vitórias, ele acabou conquistando o segundo lugar, e não o primeiro, como sempre estava habituado.
Então precisamos parar pra pensar: indivíduos geneticamente modificados já são uma realidade, embora não tão específica quanto esse filme de ficção, mas já é possível e sabe-se lá Deus o que mais virá no futuro, como que fica uma sociedade onde TODOS, mas TODOS MESMO, são criados apenas para serem o número 1? Sim, porque não existe o número 1 se não existir o número 2. Não existe o melhor sem existir o pior. Como o próprio filme citou, com a genética você pode escolher e prever uma série de coisas, menos o destino. Sendo assim, como ficará quem um dia, por uma fator incontrolável, como o destino, perder, ou errar? Irão se realizar em uma fraude para depois se matar?
É por isso que concordo totalmente com a frase que meu marido disse: Quem não sabe conviver com o fracasso não está pronto para o sucesso.
quinta-feira, 3 de janeiro de 2008
O culto à futilidade
O século 21 está sendo marcado pelo culto à futilidade.
Com o avanço da TV paga no Brasil, diariamente somos bombardeados com as bobagens americanas dos 100 ricos mais ricos, das 100 celebridades que mais gastam dinheiro futilmente, a vida dos ricos e hipócritas and coisas em geral.
A indústria americana insiste em fabricar e exportar deuses cada vez mais jovens e com péssimos hábitos. O caso mais famoso e de pior gosto é a Britney Spears. Primeiro fizeram dela o anjo sexy inocente, virgem, que toda menina gostaria de ser e todo menino gostaria de namorar. Quando essa fase perdeu a graça ela perdeu as estribeiras, e em prol desse circo de horrores, e ainda por cima gerou duas pobres crianças que nada têm a ver com isso, mas que já caíram no meio dessa pataquada que sabe-se lá Deus o que está fazendo em suas pequenas e desprotegidas mentes.
O pior é que os jovens são encorajados a imitar esse comportamento nojento e doente, porque se eles não agem dessa forma, são considerados loosers. O problema é quando esse comportamento atravessa as fronteiras americanas e contagia outros Países. O resultado são adolescentes cada vez mais problemáticos, que começam a fumar e a engravidar cada vez mais cedo.
Não contente com isso, a mídia americana é enfática e faz uma verdadeira lavagem cerebral nos jovens, mostrando tudo que os milhonários jovens de hollywood gastam suas fortunas: coleções de porches antes mesmo de terem idade para dirigir, mansões em vários lugares do planeta, jatos particulares, roupinahs da moda que usam uma vez e nunca mais - que maravilha de exemplo! De que adianta ter 10 carros, se s[o se pode dirigir 1 de cada vez? De que adianta ter 9 propriedades, se passa-se a maior parte do ano em turnê, praticamente morando em um ônibus ou hotéis? Imagine quantos remédios pode-se comprar com esse dinheiro, quantas crianças podem ser alimentadas, quantas escolas podem ser construídas...
O problema não é ter dinheiro - se ele for ganho de forma honesta, mas sim mostrar ao mundo todo como é divertido jogá-lo fora com tanta futilidade. Com esses programas idiotas eles conseguem despertar cada vez mais cedo a sede pelo capitalismo selvagem, a cobiça e a inveja.
Será que é tão difícil criar um ídolo que exalte atos positivos e virtudes como, educação, respeito, solidariedade vinda do coração e não apenas para a publicidade, preservação do meio ambiente e dos animais? Será que a BONDADE não vende mais, só o que é RUIM vende?
Puxa, que triste fim para a humanidade...
Com o avanço da TV paga no Brasil, diariamente somos bombardeados com as bobagens americanas dos 100 ricos mais ricos, das 100 celebridades que mais gastam dinheiro futilmente, a vida dos ricos e hipócritas and coisas em geral.
A indústria americana insiste em fabricar e exportar deuses cada vez mais jovens e com péssimos hábitos. O caso mais famoso e de pior gosto é a Britney Spears. Primeiro fizeram dela o anjo sexy inocente, virgem, que toda menina gostaria de ser e todo menino gostaria de namorar. Quando essa fase perdeu a graça ela perdeu as estribeiras, e em prol desse circo de horrores, e ainda por cima gerou duas pobres crianças que nada têm a ver com isso, mas que já caíram no meio dessa pataquada que sabe-se lá Deus o que está fazendo em suas pequenas e desprotegidas mentes.
O pior é que os jovens são encorajados a imitar esse comportamento nojento e doente, porque se eles não agem dessa forma, são considerados loosers. O problema é quando esse comportamento atravessa as fronteiras americanas e contagia outros Países. O resultado são adolescentes cada vez mais problemáticos, que começam a fumar e a engravidar cada vez mais cedo.
Não contente com isso, a mídia americana é enfática e faz uma verdadeira lavagem cerebral nos jovens, mostrando tudo que os milhonários jovens de hollywood gastam suas fortunas: coleções de porches antes mesmo de terem idade para dirigir, mansões em vários lugares do planeta, jatos particulares, roupinahs da moda que usam uma vez e nunca mais - que maravilha de exemplo! De que adianta ter 10 carros, se s[o se pode dirigir 1 de cada vez? De que adianta ter 9 propriedades, se passa-se a maior parte do ano em turnê, praticamente morando em um ônibus ou hotéis? Imagine quantos remédios pode-se comprar com esse dinheiro, quantas crianças podem ser alimentadas, quantas escolas podem ser construídas...
O problema não é ter dinheiro - se ele for ganho de forma honesta, mas sim mostrar ao mundo todo como é divertido jogá-lo fora com tanta futilidade. Com esses programas idiotas eles conseguem despertar cada vez mais cedo a sede pelo capitalismo selvagem, a cobiça e a inveja.
Será que é tão difícil criar um ídolo que exalte atos positivos e virtudes como, educação, respeito, solidariedade vinda do coração e não apenas para a publicidade, preservação do meio ambiente e dos animais? Será que a BONDADE não vende mais, só o que é RUIM vende?
Puxa, que triste fim para a humanidade...
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