quinta-feira, 3 de janeiro de 2008

O culto à futilidade

O século 21 está sendo marcado pelo culto à futilidade.

Com o avanço da TV paga no Brasil, diariamente somos bombardeados com as bobagens americanas dos 100 ricos mais ricos, das 100 celebridades que mais gastam dinheiro futilmente, a vida dos ricos e hipócritas and coisas em geral.

A indústria americana insiste em fabricar e exportar deuses cada vez mais jovens e com péssimos hábitos. O caso mais famoso e de pior gosto é a Britney Spears. Primeiro fizeram dela o anjo sexy inocente, virgem, que toda menina gostaria de ser e todo menino gostaria de namorar. Quando essa fase perdeu a graça ela perdeu as estribeiras, e em prol desse circo de horrores, e ainda por cima gerou duas pobres crianças que nada têm a ver com isso, mas que já caíram no meio dessa pataquada que sabe-se lá Deus o que está fazendo em suas pequenas e desprotegidas mentes.

O pior é que os jovens são encorajados a imitar esse comportamento nojento e doente, porque se eles não agem dessa forma, são considerados loosers. O problema é quando esse comportamento atravessa as fronteiras americanas e contagia outros Países. O resultado são adolescentes cada vez mais problemáticos, que começam a fumar e a engravidar cada vez mais cedo.

Não contente com isso, a mídia americana é enfática e faz uma verdadeira lavagem cerebral nos jovens, mostrando tudo que os milhonários jovens de hollywood gastam suas fortunas: coleções de porches antes mesmo de terem idade para dirigir, mansões em vários lugares do planeta, jatos particulares, roupinahs da moda que usam uma vez e nunca mais - que maravilha de exemplo! De que adianta ter 10 carros, se s[o se pode dirigir 1 de cada vez? De que adianta ter 9 propriedades, se passa-se a maior parte do ano em turnê, praticamente morando em um ônibus ou hotéis? Imagine quantos remédios pode-se comprar com esse dinheiro, quantas crianças podem ser alimentadas, quantas escolas podem ser construídas...

O problema não é ter dinheiro - se ele for ganho de forma honesta, mas sim mostrar ao mundo todo como é divertido jogá-lo fora com tanta futilidade. Com esses programas idiotas eles conseguem despertar cada vez mais cedo a sede pelo capitalismo selvagem, a cobiça e a inveja.

Será que é tão difícil criar um ídolo que exalte atos positivos e virtudes como, educação, respeito, solidariedade vinda do coração e não apenas para a publicidade, preservação do meio ambiente e dos animais? Será que a BONDADE não vende mais, só o que é RUIM vende?

Puxa, que triste fim para a humanidade...