domingo, 16 de dezembro de 2007

Então é Natal...

Tá, ainda NÃO é Natal, mas já é QUASE Natal, e na minha cabeça já tá martelando essa música tão original and inédita, que todo ano o povo coloca... Não tenho nada contra a Simone, mas essa música dá vontade de cometer suicídio. Credum, que exagerum! HAUAHAIAHUAH

Sabe, eu GOSTO do Natal, gosto mesmo. Não é por causa dos presentes, mas o Natal tem um cheiro diferente (de peru), tem um clima diferente (chuva e muito calor), sem querer parodiar o Mauro: tem uma energia diferente... HAUAHAIAH

Mas o que não entra na minha cabeça é essa gente abobalhada pra tudo que é canto, correndo feito loucos pra comprar tudo o que vêem pela frente. Tudo se esconde atrás de falsas promoções, papando o 13º, que deveria ser pra pagar dívida ou guardar para as contas de início de ano, mas não adianta, o povo torra até o último centavo e vê depois como que vai fazer pra pagar o saldo devedor.

Pior do que isso é entrar em uma loja tão cheia de não me toques, como a Renner, em um dos maiores shoppings da América Latina, o Don Pedro, e ter apenas 4 caixas funcionando. Sério, acho que o pessoal da Renner tá precisando ver as reportagens no jornal, que mostram que todas as lojas contratam pelo menos 30% a mais de funcionários para atender a demanda de final de ano. Só a Renner resolveu diminuir a equipe. Não entra na minha cabeça, além de ter apenas 4 caixas operantes em uma ilha que cabem 6, ter outra ilha com mais 6 caixas, desativada. O resultado disso foi uma espera de quase 40 minutos na fila. Ao chegar no caixa a moça, com o sorriso de ponta a ponta no rosto, gentilmente perguntou: a senhora deseja fazer o cartão da loja? Não havia outra resposta a dar, a não ser: olha, flor, depois de quase uma hora na fila eu não quero mais nada da Renner, a não ser pagar e ir embora. A moça, ainda com o sorriso de ponta a ponta no rosto, mas com certeza me mandando tomar no c* na cabeça dela, apenas respondeu "certo, senhora", e o gerente desapareceu como num passe de mágica do Herry Potter. Junte isso ao fato da embalagem do presente ter que ser comprada à parte. Se quiser usar o saquinho com o nome da loja, com o adesivo pra fechar a embalagem, tudo bem, mas eles vão amassados dentro da sacola e você terá que embrulhar na sua casa. E, detalhe: ninguém te oferece isso. Se o cliente não perguntar, ele sairá dali direto pra uma papelaria, pra comprar papel de presente e fazer o pacote. Na saída havia um painel eletrônico de satisfação: muito satisfeito, satisfeito, insatisfeito. Vimos o milagre da multiplicação acontecer bem na frente dos nossos olhos: até antes dos caixas lotarem, o muito satisfeito estava com 12 votos, contra 3 do satisfeito e 1 de insatisfeito. Ao passarmos pela porta o insatisfeito já tinha subido pra 9. Alguma dúvida de que até o final do dia ele seria soberano no placar?

Mas poderia ser pior! Se eu tivesse decidido fazer as compras no c* do mundo onde eu moro (aka Indaiatuba), além de não existir o tal painel de satisfação, ainda seria tratada como gado, como saco de batata, onde o sorriso de ponta a ponta no rosto é algo que nunca foi visto em lugar nenhum dessa terra, e a resposta negativa sobre o cartão da loja seria tratado com rispidez, picuinhas no caixa e a sacola com os presentes seria atirada na minha cara, sem sequer um tchau, obrigada, boas festas.

E viva o espírito natalino!